LAWINFRATODAS AS NOTÍCIAS →

ONS prepara teste de corte automático de até 3 GW de geração solar remota

Geração solar distribuída integrada ao controle do sistema elétrico
Imagem ilustrativa produzida com inteligência artificial.

Projeto-piloto do ERAG deverá atuar como última camada de proteção do sistema quando outros mecanismos de controle do excesso de geração estiverem esgotados.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico prepara um projeto-piloto para testar, até o fim de 2026, o corte automático e seletivo de geração solar distribuída remota. O mecanismo em desenvolvimento foi denominado Esquema Regional de Alívio de Geração — ERAG.

O desenho divulgado considera até 3 GW de capacidade, distribuídos em estágios. A atuação ocorreria apenas em situações críticas, depois da redução da geração centralizada e da aplicação dos mecanismos já disponíveis para gestão de excedentes.

A iniciativa procura responder ao crescimento da geração distribuída não controlada diretamente pelo ONS. O equilíbrio instantâneo entre geração e consumo é indispensável à estabilidade da frequência do Sistema Interligado Nacional; por isso, o ERAG é apresentado como proteção de última instância, e não como instrumento ordinário de restrição.

O conceito se inspira no Esquema Regional de Alívio de Carga, utilizado para desligar automaticamente parte do consumo quando há perda de geração. No novo mecanismo, a lógica seria inversa: reduzir geração quando a oferta superar a capacidade instantânea de absorção do sistema.

O piloto deverá envolver uma distribuidora ainda não escolhida. A implementação mais ampla é projetada para 2027, caso os testes confirmem a eficácia e a segurança do desenho.

Os cortes estudados seriam escalonados e direcionados prioritariamente à minigeração remota. O anúncio não significa que 3 GW serão permanentemente retirados da rede, mas que essa capacidade poderá integrar o esquema em situações excepcionais.